História política da Costa do Marfim


Durante a Idade Média, a região que hoje é conhecida como Costa do Marfim, foi o centro de várias rotas comerciais importantes da África, que uniu os dois grandes impérios que existiam na época: Gana e Mali. Comerciantes europeus estiveram presentes no região do século XV, mas não foi até o século XIX, quando os franceses empreenderam uma penetração na região.

O território mais tarde foi incorporada na chamada África Ocidental Francesa até a independência ser alcançada em agosto de 1960. A liderança do país passou para as mãos de Felix Houphouët-Boigny, um político bizarro que dominou a vida política do país por 30 anos. Houphouët-Boigny mantém laços estreitos com o Ocidente (especialmente na França) e também com a África do Sul.

Durante seu tempo no escritório, Costa do Marfim Era conhecido por ser o país mais próspero e mais estável da região da África Ocidental. Foi também a sede da maior comunidade francesa da África francófona. Seu reinado foi abalado pela crise econômica nos anos 90. 80, quando os preços dos produtos básicos das principais exportações (cacau e café) despencaram.

As primeiras eleições multipartidário desde a independência, eles foram realizados em 1990, onde Houphouët-Boigny venceu com facilidade o veterano líder da oposição Laurent Gbagbo. Houphouët-Boigny morreu em dezembro de 1993 e foi substituído pelo ex-presidente da Assembléia Nacional, Henri Konan Bédié. O delicado equilíbrio étnico e regional que Houphouët-Boigny havia nutrido, juntamente com o acolhimento de trabalhadores imigrantes, logo ficou comprometido. Bedie introduziu o conceito de "ivoirité" (nacionalismo da Costa do Marfim) no discurso político, que logo adquiriu conotações xenófobos.

Costa do Marfim- história (Setembro 2021)


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